esta noite tive o pior pesadelo que já tive até hoje. depois de outros bastante horríveis que tive este ano, pensei que tal fosse impossível - pelo menos assim o esperava. mas não. o pior é que continuam a ser de terror psicológico, o que é das piores coisas num pesadelo.
sonhei que estava na Benetton, perto da hora de fechar. enquanto 3 colegas minhas estavam distraídas e falavam entre si, eu estava refém de um homem novo, muito alto e magro, ao estilo de Adrien Brody (que, já agora, sempre me assustou, sobretudo depois do The Village), e claramente com distúrbios mentais.
embora estivesse a meros metros das minhas colegas, estava ao lado de várias filas de cabides cheias de roupa, sentada no chão, com ele ao meu lado. e ali, em frente a todos, a tal personagem, com a ajuda de uma lámina, cortava-me lentamente o braço, com cortes pequenos. esvaía-me aos poucos em sangue, ali, sem poder gritar por ajuda com medo das ameaças dele e que lhe passasse qualquer coisa pela mente que o fizesse querer cortar-me toda num ataque de raiva.
a cada corte, sentia fraqueza, e lembro-me perfeitamente de sentir isso no sonho: aquela sensação física de súbita fraqueza, como se subitamente fôssemos esvaziados por dentro. isso foi das coisas que mais me assustou: ter essa sensação física num sonho, numa coisa irreal, enquanto não estou consciente e acordada.
por vezes conseguia escapar-lhe, mas por pouco. não conseguia chamar a atenção de ninguém e rapidamente ele voltava (não sei onde ia) e, a medo, eu não fugia. por fim, reparei que faltavam apenas 5min para a loja fechar, mas rapidamente me lembrei que não antes de todos os clientes terem saído. e ele era um cliente, no que dizia respeito às minhas colegas. por isso, podia ficar ali mais um bom bocado.
entretanto, aconteceu qualquer coisa, a situação pareceu estranha a alguém. mas ele levantou-se e, com uma camisola da loja ao ombro, encenando um movimento estranho e até cómico, preparava-se para sair, para fugir. isso despoletou maior pânico em mim, a hipótese de ele escapar e ficar livre de voltar.
acordei então, não sei se por estar prestes a morrer de perda de sangue no sonho e também não sei se o apanharam, mas penso que sim.
estive 5min com a cena da quase fuga dele a passar-me na mente, vezes e vezes seguidas. algumas por vontade própria, outras puramente automáticas. pensei que se revivesse a cena vezes suficientes, me meteria menos medo. nem por isso. a cada segundo que passava, ficava com mais medo e com uma vontade doida de gritar. virei-me na cama, como sempre me disseram desde pequenina, para o pesadelo ir embora. e foi mesmo.
adorava saber a origem destes pesadelos.